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Opinio Crédito: Veridiana Rhsler / RVA

Fim de semana tem cinco vtimas fatais no trnsito da regio, sendo quatro delas na RSC-287

Em rodas de conversa as tragdias so assunto frequente e impossvel no se consternar com os ltimos acontecimentos

  • Fim de semana tem cinco vtimas fatais no trnsito da regio, sendo quatro delas na RSC-287
    Foto: Veridiana Rhsler / RVA

* Opinião por Veridiana Röhsler / RVA

O fim de semana se mostra fatídico com registro de uma série de acidentes graves em Venâncio Aires e na região. Em redes sociais, comentários de amigos e rodas de conversa é impossível não se mostrar consternado com os últimos acontecimentos. Ainda na sexta-feira, 20 de julho, por volta das 12h, família moradora da região de Linha Estrela ‘perdeu o chão’ ao receber informação da morte da filha mais nova. Ao 19 anos, Joice Caroline Stumm, conhecida por amigos e familiares por Tchatcha, deixou para trás muitos sonhos. Em pleno Dia do Amigo, colegas e companheiros de amizade da estudante de Direito se encontraram na situação de saber que precisariam ir a um velório para se despedir da amiga – não mais com um abraço, nem com mensagens no Facebook, Instagram ou WhatsApp.

Joice apenas voltava do trabalho quando encontrou uma barreira no caminho. A última. Seu horário de serviço era à tarde. Somente às vezes tinha que trabalhar pela manhã – como foi na última sexta-feira. Estava quase em casa, faltavam poucos quilômetros daquele trajeto rotineiro que fazia de moto. Quando eu, Veridiana Röhsler, como repórter de Rádio, junto do colega Jeferson Schwingel, cheguei ao local, não mensurava a tristeza da cena que poderia encontrar. Apesar de saber que havia um óbito, não quis acreditar quando lá vi minha amiga de infância. Era Dia do Amigo. Demorei poucos segundos para entender a situação e definir em realidade o que eu, nem ninguém, queria ver. Ainda assim, perguntei: é a Tchatcha? Sim, era ela.

Naquela sexta, o Jornalismo – profissão que escolhi para minha vida – mostrou-me o que eu jamais queria ver. Ou talvez, a própria vida tenha me mostrado. Eu não estava mais em uma cobertura jornalística somente. Eu estava na cena de morte de uma amiga com quem brincava desde pequena, a qual conhecia a família e era vizinha. Eu, que trabalho com a comunicação, não tinha o que dizer. Descrever as imagens que passavam pelos meus olhos não é fácil. O que vimos e ouvimos é forte. Havia uma morte naquele lugar e uma mãe em desespero sobre o corpo da filha.

Escrevo sobre a situação que vivi, lembrando que naquele mesmo local havia outro óbito. No carro que se envolveu no acidente estavam pai e filho. Pedro José Schmidt, de 50 anos, de Novo Hamburgo, também morreu. O filho, de 15 anos, sofreu ferimentos graves e está na UTI do Hospital São Sebastião Mártir.

Passou a tarde, choveu e ficou frio naquela sexta. Quando à noite saí da redação, mal cheguei em casa, não deu tempo de tomar banho, e já recebi uma nova informação de acidente. Mais um, na mesma rodovia e também com morte. Diego Fernando Saldanha Marques, de 29 anos, estava de moto e colidiu contra um carro. Perdeu a vida e os sonhos ali mesmo, na 287.

Se a sexta-feira já tinha começado fatídica no trânsito em Venâncio, na região não foi diferente. Pela tarde, um homem foi atropelado em Santa Cruz do Sul. Na 287. Umberto Paulo Caverzan, de 33 anos, estava de bicicleta e tentou atravessar a rodovia, quando foi atingido por um ônibus. O homem foi levado em estado grave ao Hospital Santa Cruz, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante a noite de sexta.

Neste sábado, 21, outra morte da região. Vitor Augusto Hubner, de 14 anos, foi a vítima fatal do acidente que aconteceu VRS-848, em Linha do Rio, interior de Candelária. O adolescente também andava de bicicleta, quando houve uma colisão e foi atropelado.

Em apenas um texto, apresento aqui cinco vítimas de acidentes de trânsito fatais. Se o fim de semana é fatídico para que lê, imagine para as famílias dessas pessoas que perderam a vida e os sonhos de forma tão repentina. Das cinco mortes, quatro na RSC-287. A mesma rodovia que já ceifou tantas outras vidas e já fez tantas outras famílias entrarem em desespero ao receber a informação que ninguém quer, sabendo que o filho, o irmão, o sobrinho, o pai não volta mais para casa.

O tempo está passando, vidas estão se perdendo e nada tem sido feito para controlar o tráfego nessas rodovias palco de tragédias. Já passou da hora das autoridades e autarquias tomarem providências, principalmente com relação à RSC-287. Nós, como veículo de comunicação, temos o poder e o dever de chamar atenção para esse tipo de necessidade. E quando fazemos uma cobertura de acidente, é justamente para mostrar os perigos que o trânsito pode oferecer, ainda mais se tratando de uma rodovia onde não há, de fato, controle de velocidade. É preciso fazer algo pela população. E nós vamos cobrar.

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